Sharing Economy - Partilhar Recursos para uma Postura Sustentável

A Economia da Partilha ou Sharing Economy tem vindo a ganhar bastante popularidade e adeptos nas mais variadas industrias e locais do mundo. Assenta num pressuposto simples: compartilhar recursos, reduzindo substancialmente os custos associados à utilização dos mesmos, disponibilizando o mesmo recurso, a várias pessoas.


É um modelo trendy, permite uma utilização mais eficaz dos recursos e algumas das empresas mais faladas mundialmente, como a Uber e a Airbnb estão aplica-lo com bastante sucesso. A sharing economy permite que qualquer pessoa ou organização, possa colocar um recurso seu ao dispor da comunidade, por um preço bastante competitivo. E a atual oferta vai muito para além dos carros, casas ou quartos.


Nas cidades mais urbanizadas, esta realidade tem crescido em flecha. Para além do carsharing, já se partilham os mais diversos meios de transporte como bicicletas, trotinetes, scooters, etc.. Os espaços coworking tem igualmente crescido vertiginosamente, tendência que se alinha com o crescimento de trabalhadores independentes, que não necessitam de um espaço. São também bons exemplos da aplicação deste modelo as fablabs e as cozinhas partilhadas.


Existem plataformas que permitem que as pessoas aluguem os mais variados equipamentos que vão desde de guitarras, mesas de mistura, berbequins, máquinas fotográficas profissionais, entre muitos outros, estando o aluguer protegido por um seguro que salvaguarda ambas as partes em caso de algo acontecer. Para as empresas e negócios existem igualmente plataformas que permitem que pessoas ou empresas partilhem espaços que estejam livres ou tenham pouca utilização, estando aqui incluídas salas de reunião, salas de formação, secretárias para trabalho, salas para vários tipos de eventos, garagens, armazéns, etc.


A Sharing Economy é uma das tendências empresariais que mais tem crescido nos últimos anos.

As pessoas e as empresas procuram soluções flexíveis, prontas a utilizar e que se adequém às suas necessidades.


As opções são inúmeras e as possibilidades são quase ilimitadas. Cada vez mais as pessoas e as empresas procuram soluções flexíveis, prontas a utilizar e que se adequém as suas necessidades e as soluções da economia da partilha asseguram todos estes pontos, com a vantagem de ainda serem disponibilizadas a preços muito competitivos. É igualmente uma opção muito atrativa economicamente, pois com a utilização partilhada os lucros podem ir muito acima do preço do bem em si. Se eu vender equipamentos de musica, a faturação fica limitada ao preço de venda, enquanto se eu alugar os equipamentos a várias pessoas, a minha faturação pode superar o preço que o mercado está disposto a pagar.


A Economia de Partilha é um dos modelos de negócio que potenciam a transição para Economia Circular, pois neste modelo a utilidade dos produtos é potenciada, pois estes são partilhados por uma comunidade. Adicionalmente, ao contrário de que acontece nos modelos tradicionais, na Economia da Partilha caraterísticas como a qualidade, durabilidade e fácil manutenção e reparação passam a ser uma vantagem competitiva para o negócio.


A aplicação deste tipo de conceitos é mais adequada a produtos com uma durabilidade considerável e que sejam passíveis de ser utilizados por diversas pessoas, como é o caso dos veículos de transporte, imóveis, equipamentos, máquinas, ferramentas, peças decorativas, móveis, roupas, etc. A sua empresa ou ideia de negócio vende ou pretende vender algum produto que se enquadre nesta vertente? Se sim, reflita sobre as seguintes questões:


  1. De que forma este modelo o poderá ajudar a com a minha ideia de negócio ou empresa?

  2. Quantas vezes anualmente os meus clientes utilizam os meus produtos?

  3. Com que regularidade os substituem?

  4. Se em vez de comprar o produto o cliente tivesse a opção de o alugar, que vantagens ele teria?

  5. Quem vantagens a minha empresa teria?

  6. Existe a possibilidade do meu cliente emprestar o seu produto a um familiar ou amigo?

  7. Com que frequência isto acontece?

  8. Se eu alugasse os meus produtos, como poderia assegurar que estes possam ser reparados ou modernizados?


Mesmo que a sua empresa não tenha nenhum produto que se enquadre nesta vertente, pode sempre pensar que oportunidades existem na sua área de atividade. Existe sempre a oportunidade de encontrar uma forma de expandir o seu negócio através da implementação deste modelo.


Naturalmente, de modo a garantir uma redução da pegada ambiental, existem outros desafios que devem ser pensados na implementação de um novo modelo inserido na Sharing Economy. A existência de múltiplos utilizadores, leva quase sempre a um desgaste mais rápido dos materiais, pelo que devem ser pensadas formas de assegurar a sua manutenção ou reparação de modo a estender a sua vida útil. Adicionalmente, de modo a acompanhar as tendências e evoluções de mercado, o design deve ser pensado de modo a assegurar uma fácil e rápida modernização, garantindo o máximo aproveitamento dos componentes e reduzindo a necessidade de adquirir novas matérias-primas. Para uma visão holística no processo de inovação, é sempre aconselhável envolver e recolher feedback do maior número de pessoas, como colaboradores, clientes, fornecedores e parceiros. Desta forma é mais fácil antever potenciais riscos e agir por forma a mitiga-los.


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Autora: Mariana Pinto e Costa (Co-fundadora BeeCircular)

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