Economia Linear - Uma Postura Insustentável para o Planeta

Atualizado: Mar 20

O modelo de produção através de um sistema linear, que se resume a extrair-produzir-descartar, pouco evolui-o e a sua adoção em larga escala levou a uma crescente escassez de recursos e consequente volatilidade dos preços das matérias-primas. Esta postura para além de se revelar arriscada para as empresas, tem consequências irreversíveis e a adoção de um modelo que seja uma alternativa viável torna-se premente.


A Economia Linear é aquela que atualmente impera, tendo esta pouco evoluído desde da revolução industrial. Baseia-se no simples pressuposto de “extrair-produzir-descartar”, sendo cega à capacidade que o planeta tem de regenerar aquilo que é extraído, aos impactos ocorridos neste processo (1) (como a degradação de diversos ecossistemas e a emissão de gases poluentes, que para além de serem causadores de inúmeras doenças, são responsáveis pelo efeito de estufa e aquecimento global) e aos resíduos produzidos, que maioritariamente são depositados em aterros e incinerados (estima-se que na Europa apenas 40% dos resíduos sejam reciclados, existindo grandes discrepâncias entre os países membros (2)). Neste sistema são perdidos inúmeros recursos com elevado potencial económico para as industrias e gerados danos irreparáveis nos solos, ar e oceanos.

“A economia deve evoluir no sentido de ter como principais recursos, aqueles que são infinitos, crescentes e abundantes, como é caso das pessoas e do conhecimento (4).”


Na Economia Linear o fim de vida de um produto, além de significar o fim do seu potencial económico, também representa o fim de todo o investimento, esforço, trabalho e consequências negativas geradas. Em 2010 cerca de 65 biliões de toneladas de matéria-prima entraram para a economia, sendo previsto que até 2020 este número cresça até aos 82 biliões. Adicionalmente, a crescente procura de matéria-prima, revelou-se um fator de risco acentuado para as organizações, pois esta gera uma elevada volatilidade nos preços praticados e a longo prazo poderá mesmo significar à inexistência de recursos suficientes que deem resposta as necessidades de produção necessárias para satisfazer a demanda (3).


Considerado que na sua maioria, os recursos são finitos e muitas vezes utilizados de forma bastante acima da capacidade regenerativa da terra, a economia deve evoluir no sentido de ter como principais recursos aqueles que são infinitos, crescentes e abundantes, como é caso das pessoas e do conhecimento (4).



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Autora: Mariana Pinto e Costa (Co-fundadora BeeCircular)

Contacte-nos: beecircular.geral@gmail.com


Fontes:

(1) Ellen MacArthur Foundation, Towards The Circular Economy: Accelerating the scale-ip across global supply chains, EMF, London, 2014

(2) Comissão Europeia, Comunicação da Comissão ao Parlamento Europeu, ao Conselho, ao Comité Económico e Social Europeu e ao Comité das Regiões: Fechar o ciclo – plano de ação da UE para a economia circular, CE, Bruxelas, 2015

(3) Ellen MacArthur Foundation, Towards The Circular Economy: Economic and business rationale for accelerated transition, EMF, London, 2013

(4) Making the Circular Economy Work for Human Development: Video disponível em: https://www.thinkdif.co/sessions/making-the-circular-economy-work-for-human-development

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